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EXPOSIÇÃO COLETIVA – ONÚCLEO

Únicos Variáveis

e Naturezas Possíveis

Abertura 05 Fevereiro

Exposição coletiva da produção recente de artistas emergentes que participam do grupo de estudos oNúcleo GARE. Grupo de estudos que tem como objetivo fomentar e investigar processos criativos e acompanhar o desenvolvimento artístico individual.

“Sozinhos não estão, nem mesmo desacompanhados, há algo de singular sem ser excêntrico. Podem ser plurais e sujeitos a variações dos elementos intrínsecos que os constituem, modificáveis”.

Os trabalhos apresentados na exposição “Únicos Variáveis e Naturezas Possíveis” na Galeria Gare, nasceram do desafio de articular espaços diferentes a partir de características modulares, uma vez que esse aspecto estava presente na produção da maioria dos artistas. À medida em que os encontros se davam, as operações e associações refletiam tanto a percepção do fazer individual como as aproximações com os processos dos artistas.

Nesse contexto, percebeu-se a necessidade do estudo da planta arquitetônica do local como convergência para ampliar esse pensamento, de forma que as partes e o todo fossem revistos sistematicamente, gerando uma amalgama perceptível em forma de diálogos com os ajustes do próprio fazer.

Com a impossibilidade de encontros presenciais, a vivência espacial foi simulada pela maquete eletrônica, o que suscitou reflexões sobre uma produção possível em tempos pandêmicos. Com a chegada de novos artistas integrantes durante esse processo, o conceito inicial foi ampliado, incorporando a natureza como assunto tangível e próximo ao conceito inicial, mas também dissonante, fazendo cambiar leituras lineares.

Nesta mostra com trabalhos de Amanda Tavares, Antônio Gama.H, Cris Basile, Cris Lemos, Fátima de Melo, Mariana Negrão, Marina Aikawa e Sandra Novaes, optou-se por distribuir as obras de forma que possa haver entre elas interação, sem a divisão dos artistas no espaço, preservando a continuidade, a proximidade e, em certos momentos, a interrupção gerada pelas naturezas distintas de cada trabalho.

Curadoria Rubens Pontes e Elias Muradi

ARTISTAS:

Amanda Tavares, GamaH, Cris Basile, Cristina Lemos, Fátima de Melo, Urihi (Mariana Negrão), Marina Aikawa e Sandra Novaes.

AMANDA TAVARES

Sobre as pinturas de Amanda Tavares, a artista nos conta, “São como cenários atmosféricos em construção. A pintura surge como resposta a experiências literárias, cotidianas e de meu imaginário. Busco entrelaçar a observação da realidade exterior à minha percepção interior e compor uma narrativa visual apoiada em cada pincelada, como um parágrafo da história a ser contada e cada camada de tinta, um capítulo. Nos pequenos universos retratados, o vazio surge em complementaridade à figuração, em tentativas de criar parênteses equilibrados em meio ao cotidiano tumultuado da cidade”.

GAMAH (ANTÔNIO GAMA)

Dentro da produção de Antônio Gama, se repetem operações que partem de um mesmo tema. Como a construção de mais de 130 padrões geométricos, apresentados em técnicas como desenhos a grafite, nanquim, impressões em xilogravuras e as próprias matrizes, que distintas, exploram suas especificidades técnicas. Segundo o artista “aqui estão apresentados estudos compulsivos desses desenhos, que são fruto de estudos desde 2017, da série “Produto do meio”, em que esses padrões são trançados com malhas de lã, desenhando nas caixas de papelão. Outra série em que trago a investigação geométrica é a “Desejos Curvilíneos”, em que exploro o desenho a partir de gráficos de parabolóides, que, pelo cruzamento de linhas retas, geram-se curvas de ilusão de óptica. São trabalhos dos estudos que realizo com desenhos geométricos, no qual busco variações com resultados distintos e que se cruzam em algum momento, de certa forma, neste processo circular, apresentam possibilidades múltiplas de desenhos, formas, materiais e suportes”.

CRIS BASILE

Fazendo uso de uma pintura, característica de emplaste, Cris Basile constrói sua produção utilizando outras técnicas, suportes e materiais, como na série em que, sobrepondo folhas de madeira crua, se apropria de seus veios naturais e cria interferências com um pirógrafo em sua superfície, desenhando-as, como um caminho. A artista comenta especificamente sobre esta produção, “o trabalho é um retratado em pirógrafo, ressaltando os detalhes observados nas linhas da natureza. As garatujas são formadas pela queima do metal aquecido em contato com a folha e as imagens ganham vida entre as linhas pirografadas, tintas e espaços vazios. Uma simples linha traçada na folha de madeira é capaz de criar uma metamorfose, onde, não há no trabalho, uma verdade exposta”.

CRISTINA LEMOS

Cor e imaginário habitam os trabalhos de Cristina Lemos. “Por meio da pintura figurativa e de materiais tradicionais como a tinta e a tela, repito incansavelmente a minha paixão pelas aves. Trata-se da apropriação do que é naturalmente diverso, de suas cores, de seus movimentos e do seu simbolismo tão comum. É o sonho de ser livre, visitar lugares, momentos e pessoas com um olhar vívido, dinâmico e certeiro. Associo à estas escolhas, o instinto de simplificar, de utilizar o vazio e as grandes áreas coloridas como um espaço para a imaginação”.

FÁTIMA DE MELO

Fátima de Melo e a busca de paisagens suspensas no instante. “Recrio superfícies que falam do agora, como fosse uma colagem de elementos que encontro no cotidiano em sua finitude. Meu olhar sobre as paisagens de Minas Gerais, terra natal, surgem como fragmentos que faço conviver com linhas, tramas, escorridos de tinta, carvão, marcadores e outros. A natureza é um gatilho. Morando em São Paulo, eu as reconheço em coisas simples como vasos de flor, em outros momentos, surgem estruturas mais complexas, como se tivessem a exuberância da paisagem mineira que revisito em memória”.

MARINA AIKAWA

Em um trabalho técnico meticuloso, utilizando tintas acrílica, aquarela, óleo, colagem e cera de abelha sobre diversos tipos de papéis, Marina Aikawa nos apresenta um buquê de rosas, que trabalhadas individualmente, se multiplicam e argumenta: “por que rosa? Pela sua beleza e sua ampla simbologia entre amor, amizade, felicidade, comemoração… sempre bem vinda e nos representando… em um conjunto de rosas formando uma dança. Meu processo nasce da imagem de uma rosa que retiro do contexto de flor de um jardim. Utilizando fotocópias recrio e amplio suas imagens em preto e branco, evidenciando os valores de cinza e suas texturas. Esse processo possibilita reconstruir os volumes de maneira mais livre, em diversos formatos e tamanhos, a cada pintura. A ideia de multiplicação e repetição, ancoradas no uso de técnicas mistas, principalmente do washi-ê (construção de imagens utilizando papéis japoneses) constituem o conjunto de trabalhos desta série, que são reorganizados a cada mostra, recriando simbolicamente um jardim pictórico.

 URIHI (MARIANA NEGRÃO)

A partir de releituras, a proposta de Mariana Negrão consiste na síntese da representação geográfica da natureza através da fluidez de seus elementos orgânicos, como o movimento das águas. Os espaços se organizam nas pinturas, recriam topografias, ora vistas em horizontes, ora com vistas aéreas e sua fluidez acionam a densidade das cores. Segundo a artista, “A proporção das obras reporta a circulação do expectador e sua fluidez no espaço, dentro da visão do micro e do macro. As obras convidam as pessoas à se jogarem na fluidez dos elementos, trazendo em cada um, a consciência do inconsciente coletivo, através das topografias recriadas”.

SANDRA NOVAES

Já Sandra Novaes apresenta um conjunto de trabalhos carregados de expressividade e intencionalidade, carga gestual constituída pela matéria. A artista argumenta sobre o processo de produção de seus trabalhos, “venho refletindo constantemente sobre quais são as forças que nos motivam, entre os acontecimentos e nossas escolhas, o mundo exterior e seu embate com nossa interioridade. A partir disso, projeto reflexões no uso dos materiais e nas superfícies dos suportes, buscando alcançar a natureza de cada trabalho”.

ABERTURA 05 de fevereiro de 2022 – sábado – das 11h às 16h  *com apresentação de comprovante de vacinação na entrada

EXPOSIÇÃO  de 07 de fevereiro a 05 de março de 2022

De 2a. a 6a. feira – das 9h às 19h30 e aos sábados das 9h às 13h

LOCAL  Galeria Gare

Rua Cubatão, 959  – Vila Mariana – São Paulo, SP

T. (11) 3564-2696   (11) 97467-7176

Palestra gratuita com Hugo Fortes

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Cada participante apresentará seu portfólio para apreciação em grupo para melhor compreender sua produção no momento atual.

Condução das atividades pelo curador Renato de Cara. Com 15 anos de trajetória acompanhando artistas em início e meio de carreira, Renato De Cara se interessa pelos processos individuais e junto aos participantes busca encontrar caminhos e discutir um melhor entendimentos das narrativas frente ao momento atual da arte. 

Atividade presencial. Vagas limitadas.

Dias 07, 14, 21 e 28 de maio de 2022 (sábados) das 13h15 às 17h15.

Inscrições: [email protected]   T.(11) 97467-7176

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